Soam as trombetas,
baby, começou o fim do mundo
e eu sequer tive a chance de conhecer Paris!
Esqueci de amar a Deus sobre todas as coisas
e agora o peso do pecado funciona como grilhão e corrente.
Pessoas se curvam e pedem clemência
alegando ignorância e procurando ascender aos céus,
mas agora, investigando minha própria mente,
não encontro sequer um motivo pra me prostrar diante Dele,
que já me olha, sabendo que me entrego sem questionar,
admitindo uma curta existência que o nega desde sempre.
Brada em sua voz grave, chama meu nome
diz que a condenação é inevitável,
sinto o chão se abrir e as labaredas me envolverem,
dor, a pior das dores,
mas ainda assim, sem gritos.
O Inferno agora me espera, e não adianta negar o que fui ou o que fiz.
Tomada pelo fogo e já de pele carbonizada,
sinto um chicote em minhas costas,
o Diabo me sorri como velho amigo,
e diz sentir falta da Torre Eiffel.
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