Já tão cedo, casa morta. Cansaço de dias que se faz em sono à noite, o esforço da lembrança de que no dia seguinte as obrigações estão batendo na porta de novo. Uma bela lua no céu me tira qualquer vontade de dormir, pego livros aleatórios em minha estante e me ponho a ler grifos, círculos, anotações em letra apressada. Regrifo, reanoto, releio.
Por que de vez em quando, a literatura não é suficiente, e qualquer tentativa de fazê-la estender-se ao espaço do vivencial é, pura e simplesmente, uma tentativa vã.
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